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Escolas públicas estaduais não voltam às aulas em setembro

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Secretária da Educação do Estado declarou, na manhã desta quarta-feira,2, que não há cenário para reabertura

A possibilidade de retorno das aulas presenciais em setembro estão cada vez mais distantes para a rede pública. Durante a manhã desta quarta-feira, 2, a titular da Secretaria da Educação do Ceará (Seduc), Eliana Estrela, declarou que “não há cenário para reabertura das escolas em setembro.” A afirmação ocorreu durante reunião com o Sindicato dos Servidores Públicos Lotados nas Secretarias de Educação e de Cultura do Estado do Ceará e nas Secretarias ou Departamentos de Educação (Apeoc).

O POVO buscou à Seduc para posicionamento se isso deve se aplicar aos municípios. Mas ainda não obteve retorno. No entanto, cada rede municipal tem autonomia para decidir quando e como voltar às classes.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute) aprovou, nessa segunda-feira, 31, indicativo de greve dos professores municipais caso aulas presenciais retornem em Fortaleza. A medida foi aprovada durante votação em assembleia, após Governo acenar para um possível retorno ao liberar, entre outros, a atividade presencial em creches e em instituições da educação infantil privada.

A Apeoc esteve na mesa permanente de negociação com o Governo do Estado para apresentar o posicionamento de que não deve retornar caso os profissionais sejam convocados. A deliberação ocorreu após plenárias em todo o estado entre terça e quinta-feira da semana passada.

Conforme o presidente da Apeoc, Reginaldo Pinheiro, a secretária Eliana Estrela se comprometeu em consultar e negociar com o sindicato a melhor forma de retorno das aulas. A proposta apresentada pelo representante da categoria foi pelo investimento na infraestrutura das escolas, melhorias para alunos e professores no ensino remoto e continuidade da suspensão das aulas presenciais até que o cenário epidemiológico garanta segurança no retorno.

“Nós queremos voltar. Sabemos das dificuldades do ensino remoto, mas não pode ser de qualquer forma. Não podemos arriscar porque se trata de vida. Para isso ocorrer, tem de ser com segurança sanitária. Por isso, queremos mais investimos na educação, na escola e nas aulas remotas, assim evitar que venha uma segunda onda ou um aumento de casos e vítimas da Covid-19”, comentou Reginaldo.

OPOVO